Aleksei Vasiliev
O aroma do café subiu como uma oração escura. O cheiro encheu a cozinha e se derramou pela sala, atravessando os corredores. Preparei a bandeja com a meticulosidade de um artesão. Quando bati à porta do quarto, ela respondeu um “entre” que soou menos como ordem e mais como licença.
Ao entrar, vi-a sentada na beirada da cama, já sem a camisa branca. Tinha trocado por outra, azul, ainda aberta. A pele morena brilhava de leve, banho rápido, e o cabelo solto caía em ondas calmas.