Aleksei Vasiliev
Regras.
A palavra deslizou pela sala como uma fita de seda e aço. Aurora estava de pé diante de mim, já vestida para o dia, camisa branca impecável, saia lápis, cabelo preso com precisão.
O lado executivo dela sempre me fascinou, é uma armadura bonita de ver. Brilha onde precisa, corta onde convém. Mas, por baixo, eu conheço o coração que pulsa.
— Se vai ficar… — ela começou, apoiando as mãos no encosto do sofá — vai ficar sob meus termos.
Assenti. Não por submissão cega, por reconhecimento. A casa dela, o reino dela, as linhas desenhadas por ela.
— Continue. — pedi, quieto.
— Sem invadir meus arquivos sem autorização. — a primeira regra veio sem hesitação — Se eu pedir distância, você dá um passo para trás. Se eu disser “pare”, você não discute. E, principalmente, você não atravessa minha vida profissional. Proteção, sim. Controle, não.
— Entendido. — Me mantive a dois passos, dentro da órbita dela, fora do toque.
— Mais. — O olhar de Aurora, de um escuro límpido, p