Acordei com o coração acelerado. Meus olhos se abriram devagar, e a luz suave que entrava pela fresta da cortina me lembrou que ainda era manhã. Por um segundo, meu corpo parecia leve, quase flutuando, até que a memória da noite anterior veio como uma avalanche: o toque de Leonardo, os beijos desesperados, a entrega... e depois, o pavor.
Não era Henry.
O gosto da culpa ainda estava preso à minha garganta. Me enrosquei nos lençóis de cetim como se pudesse me esconder de mim mesma. Leonardo dormi