O silêncio do corredor me acompanhou enquanto eu deixava a sala. Cada passo parecia pesado, como se meu corpo ainda estivesse preso à presença dele. Eu não sabia ao certo o que era mais perturbador: o toque que não tinha acontecido… ou o que havia sido sugerido sem palavras.
A porta do meu quarto se fechou atrás de mim, mas a sensação de estar sendo observada continuou. Não era medo — era algo mais profundo, visceral, como se Dante tivesse deixado algo ali, dentro de mim, algo que eu não poder