A foto ainda estava sobre a mesa quando Luca saiu para reforçar protocolos de segurança. As câmeras externas seriam revisadas, a rede de comunicação filtrada, e qualquer movimento inesperado seria rastreado. A guerra não havia apenas começado — ela já estava acontecendo.
Dante permaneceu parado em frente à janela. A cidade se estendia diante dele — organizada, silenciosa, brilhante — como se estivesse completamente alheia ao fato de que o caos estava sendo costurado ali, naquela sala, naquele instante.
Isabella o observou.
Ele não falava, mas os ombros tensos, o maxilar firme e o olhar distante diziam o suficiente.
Ele estava calculando.
Processando.
Decidindo até onde seria capaz de ir.
E Isabella sabia: quando Dante planejava em silêncio, alguém perdia.
Finalmente, ele se virou.
— Você disse que voltou porque descobriu algo — disse, lento, escolhido. — Mas não contou tudo ainda.
Isabella inspirou fundo. Aquilo não era surpresa; era esperado.
— Não contei — admitiu. — Porq