Dante não havia conseguido dormir aquela noite.
Ele havia se sentado perto da janela por horas, observando as luzes da cidade se apagarem e reacenderem, como se o mundo respirasse sem ele. Os pensamentos vinham em ondas — rápidas, desordenadas, insuportavelmente intensas.
Isabella voltou.
Mas não a Isabella que ele conheceu.
A mulher que atravessou aquela porta não carregava hesitação, nem medo, nem fragilidade.
Ela carregava propósito.
E aquilo deixava Dante ainda mais inquieto.
Parte dele queria segurá-la, exigir explicações, implorar respostas.
A outra parte — a mais orgulhosa, a mais ferida — só queria entender se ela tinha voltado por dever, estratégia… ou porque, apesar de tudo, ainda existia algo entre eles.
Ele odiava, com todas as forças, não saber.
Na manhã seguinte, Isabella caminhou pelos corredores da empresa como alguém que já pertencia ao lugar, mesmo após meses longe.
A segurança tentava disfarçar o nervosismo.
Funcionários escondiam olhares curiosos.
Rumo