Dante não havia conseguido dormir aquela noite.
Ele havia se sentado perto da janela por horas, observando as luzes da cidade se apagarem e reacenderem, como se o mundo respirasse sem ele. Os pensamentos vinham em ondas — rápidas, desordenadas, insuportavelmente intensas.
Isabella voltou.
Mas não a Isabella que ele conheceu.
A mulher que atravessou aquela porta não carregava hesitação, nem medo, nem fragilidade.
Ela carregava propósito.
E aquilo deixava Dante ainda mais inquieto.
Parte d