Elijah acordou antes do despertador.
Não porque tivesse dormido bem — mas porque o sono nunca chegava completamente desde a noite em que ela desapareceu.
Ele passou a mão pelo rosto, respirou fundo e ficou parado por alguns segundos encarando o teto. Era como se cada manhã fosse uma repetição do mesmo vazio, da mesma pergunta sem resposta.
Onde ela estava?
E por quê não voltava?
A ausência dela era um fantasma constante. A memória de seu perfume ainda permanecia impregnada nos lençóis — doce, quente, impossível de ignorar. Era como se o mundo tivesse parado desde que ela partiu.
Ele levantou devagar, vestiu a camisa e caminhou até a cozinha. O apartamento estava silencioso — quase morto. Objetos estavam exatamente como ela deixou. A xícara preferida dela ainda estava guardada no mesmo lugar. A marca de batom no vidro ainda existia.
Ele odiava isso.
Porque parte dele queria apagar qualquer rastro.
E outra parte… queria proteger cada memória como se fossem relíquias.
Abriu a geladeira a