A estrada diante do carro era uma linha infinita de asfalto escuro, cortada apenas pelo brilho amarelado de postes distantes. Isabella manteve o olhar adiante, sem realmente ver a paisagem passando pela janela.
Elijah dirigia com tranquilidade — uma tranquilidade estudada demais, ensaiada demais.
O tipo de calma que não nasce da paz.
Mas do controle.
— Ainda está pensando em fugir? — ele perguntou, sem desviar os olhos da estrada.
Isabella virou levemente o rosto. Não havia sorriso, nem reação óbvia — apenas silêncio calculado.
— Se eu quisesse fugir — ela respondeu por fim — já teria feito.
Elijah soltou um som baixo, quase uma risada.
— Sim. É exatamente por isso que escolhi você.
Ela manteve a postura firme, costas retas, mãos sobre o colo. Quem a olhasse naquele momento não veria medo — veria estratégia.
E Elijah sabia.
Por isso continuou.
— Dante acredita que você foi com raiva… confusa. Que eu te manipulei.
Ele finalmente olhou para ela.
— Mas foi você quem disse s