A manhã seguinte chegou sem o aviso de um sonho, sem descanso, sem pausa.
Dante não lembrava a última vez que havia dormido — não no sentido físico, mas no sentido humano. Seu corpo podia ter apagado por algumas horas, mas a mente continuou trabalhando, queimando, encaixando peças como um animal preso que recusava aceitar que perdeu algo.
Ele não tinha perdido.
Não ainda.
A cidade seguia viva lá fora — carros, buzinas, passos apressados, risadas distantes. Mas nada daquilo parecia real. Só