O silêncio entre eles não era vazio — era carregado. Tenso. Cheio de tudo o que ainda não tinha nome.
Dante parou perto da porta, como se estivesse pronto para ir… mas não ia. Os olhos dele estavam fixos nela, analisando cada respiração, cada microexpressão, como se pudesse descobrir o que Lauren escondia sem precisar de palavras.
— Você mudou. — Ele disse baixo, sem acusação, mas com estranheza. — Antes… você não tinha medo de mim.
Lauren respirou fundo, tentando segurar a firmeza na voz.
— Eu não tenho medo de você.
Ele sorriu — aquele sorriso perigoso, lento, calculado.
— Então por que seus ombros estão rígidos e suas mãos tremendo?
Ela olhou para as mãos e percebeu que ele estava certo. Fechou os dedos discretamente.
— Talvez porque você aparece quando quer, pergunta o que quer, age como quer… e espera que eu só aceite.
Dante deu um passo mais perto.
— E você aceita? — A voz dele arranhou o ar — e os nervos dela.
Lauren engoliu seco.
Ela não sabia se era medo… ou outra