Havia algo novo no ar — um tipo de tensão silenciosa, não hostil, mas afiada.
O tipo de tensão que surge quando todos sabem que algo está prestes a mudar — e ninguém tem coragem de dizer em voz alta.
Isabella percebeu isso antes mesmo de alguém falar.
Os olhares.
Os passos mais calculados.
As conversas que paravam quando ela entrava.
Como se, de repente, ela tivesse se tornado mais do que peça:
variável imprevisível.
Dante caminhava ao lado dela, mas dessa vez, não como guia.
Como igual.
Ele abriu uma porta lateral no caminho e esperou que ela entrasse primeiro.
O ambiente era amplo, com mesas de madeira escura, telas digitais, mapas com marcações vermelhas — e três pessoas que ela nunca tinha visto ali antes.
Luca já estava sentado, postura impecável, expressão neutra — mas os olhos observavam tudo com precisão cirúrgica.
— Finalmente — disse uma das figuras, uma mulher com cabelo preso em um coque impecável e presença que ocupava espaço sem esforço.
— Ela não precisa d