A noite tinha um peso diferente.
Não era apenas o escuro — era o que o escuro guardava.
Isabella caminhava pelos corredores silenciosos da mansão, sentindo a arquitetura observá-la como se cada parede fosse testemunha de algo que ela ainda não sabia. Havia quadros antigos, rostos desconhecidos, olhares que pareciam segui-la. Linhagens. Poder. Segredos.
E agora… ela fazia parte disso.
Mesmo sem ter pedido.
Mesmo sem estar pronta.
Ao virar para o salão principal, encontrou Dante parado diante de uma estante aberta — como se estivesse esperando por ela.
Ou como se soubesse, com precisão cirúrgica, que ela apareceria ali.
— Não está dormindo — ele disse, sem virar o rosto.
— Não. — Isabella se aproximou. — Você também não.
Dante fechou o livro que examinava e se virou para ela. A expressão não era de irritação, nem de preocupação — era análise.
Ele observava Isabella da mesma maneira que alguém observa um enigma em movimento.
— Depois do que aconteceu hoje, ninguém deveria est