A sala permaneceu em silêncio depois do que Luca disse, mas não era um silêncio vazio — era o tipo de pausa que antecedia terremotos. Isabella sentiu a pulsação acelerar, não pelo medo… mas pela intuição certeira de que estava prestes a atravessar uma porta que não poderia mais fechar.
Dante deu um passo à frente.
Não tocou nela.
Não falou imediatamente.
Mas o olhar dele dizia o suficiente: ele já sabia o que viria a seguir.
— Isabella — ele finalmente disse, a voz baixa e firme. — Antes de qualquer decisão, você precisa entender uma coisa: nada disso começou agora.
Ela franziu o cenho.
— O que isso significa?
— Que você não entrou na minha vida por acaso — respondeu Luca, agora assumindo a fala com calma ensaiada. — Há pessoas, Isabella… pessoas com muito interesse em você. No seu progresso. No que você pode se tornar.
— E o que exatamente eu posso me tornar? — ela rebateu, tentando manter o controle que sentia escorrer pelos dedos.
Luca sorriu de um jeito que ela não conse