Capítulo 21
O pouso foi rápido, quase brusco — não pelo piloto, mas pela pressa silenciosa que envolvia tudo ao redor deles. Assim que desceram, um carro preto já aguardava, vidros escurecidos, motorista desconhecido. Nada foi dito. Nada precisava ser.
Dante abriu a porta para Isabela primeiro — um gesto simples, mas agora carregado de outra coisa: proteção.
O caminho foi feito em silêncio. Cidade passando, luzes borradas pela velocidade, pensamentos se atropelando.
Isabela percebeu que tentava controlar a respiração, como se algo dentro dela estivesse prestes a correr antes mesmo das pernas reagirem.
— Vamos pra onde? — ela finalmente perguntou.
— Para um lugar seguro — Dante respondeu, direto.
— E onde exatamente é esse “seguro”?
Ele demorou um segundo a mais para responder.
— Onde ninguém consegue nos rastrear.
O carro virou por uma estrada estreita e mais escura. O sinal de celular desapareceu no canto da tela do telefone dela — de repente, não existia internet, rede, na