Abigail não dormiu.
A madrugada passou diante dela sem descanso real, apenas intervalos curtos de olhos fechados que nunca chegaram a se transformar em sono. O quarto continuava impecavelmente organizado, silencioso, confortável, exatamente como sempre foi, mas nada daquilo ajudava quando o que realmente incomodava era o vazio do lado esquerdo da cama. O espaço que, por anos, sempre foi ocupado por Andrew agora parecia grande demais, frio demais, errado demais.
Ele nunca fazia aquilo.
Nunca