Mundo ficciónIniciar sesiónUm homem seria mesmo capaz de amar uma mulher ao ponto de dar o próprio coração a amada? Uma mulher teria sorte por ser tão amada ou azar por ser deixada? John se apaixona por acidente pela mulher do chefe, e planejam fugir juntos. Descobriremos se o amor de Paola e John vencerá tudo e todos! Final feliz.
Leer másIR DEVAGAR...PAOLA BACKERJohn entrou, atrás dele veio outro homem segurando uma caixa grande embrulhada com papel rosa estampada de pelú-cias, a deixou no meio da sala e saiu.Seu cheiro exalou pela casa, o perfume forte amadeirado, muito parecido com o que costumava usar. Me controlei para não fechar os olhos e apenas sentir em mim essa lembrança boa.Cabelo ainda molhados e penteados para trás. — Fiquei preso no trânsito.Olhar aquele homem grande no meio da minha sala tor-nava tudo menor do que já era. Saí do transe quando a Melinda se animou para abrir o presente que o pai trouxera. Me aproximei para pegar da mão dele a caixa de pizza e o vinho. O John estudava com atenção cada movimento meu, me sentia extremamente tímida, como uma mocinha boba. — Obrigada. — Murmurei recebendo os itens. John fez questão de segurar um pouco mais a garrafa. — Sei que é sua comida favorita. — Acho que não papai, eu nunca vi minha mãe comer pizza, ela dizia que a deixa triste. — Mel responde
PAOLA BACKERImediatamente ela desligou a tv e me deu atenção. — Meu pai? Tomando mais um pouco de coragem, respondi. — O John está vivo. Melinda pulou do sofá e fez um “O” com a boca. — Meu pai... Meu pai! — Gritou sem acreditar — Eu te-nho um pai! A reação dela foi próxima do que esperei, mas ainda me surpreendi com tamanha felicidade, foi mais fácil contar do que imaginei. Não deixei de pensar que deveria ter pego o exemplo dela e reagido da mesma forma quando o vi no escritório. Algumas lagrimas escaparam em ver ela pulando toda fe-liz gritando a palavra “pai”. — Filha, os vizinhos vão reclamar do barulho... — Onde meu pai está? Quero ver ele agora. — Totalmen-te eufórica, puxava minha mão pra eu levantar. Ri. — Calma Mel, vou ligar pra ele e marcar um lugar para o encontro e...— Será que vai gostar de mim? — É claro que...— Como ele é? Alto como o Gusmán? Ela mal me deixar falar. Os olhos brilhavam, a boca não parava de falar e sorrir. Eu também acabei ficando ext
PAOLA BACKERNão sei onde estava com a cabeça quando disse aquelas palavras pra ele. Fomos os dois encharcados no banco de trás. O silencio dessa vez era diferente, enquanto a boca não pronunciava nada, minha mente girava em torno de tantas coisas, tentando proces-sar cada pedaço do que me contou. Paramos no estacionamento subterrâneo do prédio, eu an-siosa por sair do carro, abri a porta e desci rapidamente. Mas não esperava que o John já tivesse pensando a mes-ma coisa e estava a minha espera. — Eu preciso subir. — Minha voz saiu fraca. Engoli o nó amargo que se formava na garganta. Não que-ria desabar na frente dele, outra vez. Me sentia destruída por dentro, muito. Abaixei a cabeça e ia passando por ele, mas o mesmo se-gurou meu braço e se aproximou.— Apenas pense na nossa família e decida pelo melhor. — Murmurou em tom baixo e rouco. Ainda depositou um beijo no topo da minha cabeça. Olhei nos olhos dele e vi que estava errada. Eu fui injusta e egoísta por não o ouvir desd
LUKE COLTEla passou semanas me ignorando. Confesso que isso me deixava muito irritado. Minha von-tade era de bater na porta dela e joga-la nos ombros e levar pra onde eu quiser. Mandei flores todos os dias, tentei ser romântico. Mas nada funcionou, ela praticamente se insolou no apartamento. Os seguranças que deixei na cola dela, diziam que ela ia apenas na casa da amiga, buscar nossa filha na escola e voltava para casa. Esse comportamento me preocupava, pois eu sabia do his-tórico médico dela, dos problemas mentais que teve por anos. Mas chegou num ponto em que não suportei mais a dis-tância ou ser ignorado. Eu estava louco para tê-las de volta. Ansioso por poder finalmente ver minha filha de perto, abraçar ela. Fui obrigado a ameaçá-la. Eu sabia que não tinha contado nada sobre mim para a Melinda, e deduzi que ela não iria me querer por perto. Foi o único jeito de conseguir que aceitasse sair comigo. Quando apareceu estava linda, mesmo simples. Nenhuma daquelas modelos, acom
PAOLA BACKERCom as pernas bambas saí do quarto. Tentei disfarçar a expressão com um sorriso estranha-mente largo. — Fiquem aqui as duas, vou apenas... — Pensei rápido em alguma desculpa — Comprar o jantar. — Deixa eu ir com você? — A Melinda pulou do sofá. — Não. — Recusei depressa. — Ah, mas por que não? Guardei o celular do bolso vestido que usava e caminhei até a porta. — Vai ser rápido, sua tia cuida de você enquanto volto. Ainda pude ouvir protestos vindo dela até depois da porta fechar atras de mim. Parei por uns instantes e olhei para o corredor extenso a minha frente, com várias portas, onde cada lugar havia uma família. E se eu pudesse também ter uma família completa co-mo eles?Balancei a cabeça e negação. Eu precisava ser sensata, ou isso me destruiria de forma irreversível. Caminhei um pouco até estar dentro do elevador. Sozinha, me via tentando arrumar o cabelo num coque frouxo, o vestido preto midi era uma roupa simples que costumava usar em casa. Nos pés uma
PAOLA BACKERRecomposta, peguei meu carro e fui para casa. O caminho inteiro olhando pelos retrovisores para ver se estava sendo seguida.Entrei no meu prédio estudando todos os ângulos, me sentia vigiada, e se ele estivesse aqui? Parecia até outra pessoa, eu não o conhecia mais.Passei o restante do dia trancada em casa, bebendo um pouco de vinho velho da geladeira e passando canal a canal na tv. Peguei o celular muitas vezes, encarando o cartão e a flor sob a mesa. Mas não cedi a tentação, não liguei. Peguei a flor e o papel, os amassei e joguei no lixo. Os dias seguintes foram assim: passava o tempo todo em casa, às vezes ia ver a Mónica. Mas sozinha, à noite, os sonhos vinham me perturbar, quase sempre envolviam o John. E toda vez que a campainha do meu apartamento tocava, o coração acelerava pensando ser ele, mas não, era apenas um garoto e as vezes uma garota de uma floricultura que bate na minha porta todos os dias, as vezes duas vezes no mesmo dia!Sim, o John mandava flor
Último capítulo