Capítulo 225
Violet Hart
Acordei com a luz entrando oblíqua pela fresta da cortina e um barulhinho de mensagens no celular — vibrações curtas, como asas batendo contra a madeira de uma janela. Ruth. Lavínia. As duas, em tempos alternados, me pediam para “não espiar nada”, “beber água”, “não usar salto”, “estar pronta às 16h”. Li as mensagens sorrindo, uma mão no celular, a outra aberta sobre a barriga, como se segurasse o sol por dentro. Hoje era o chá revelação do nosso filho.
— Va