O quarto estava envolto em uma penumbra suave, as cortinas leves dançavam com a brisa salgada que atravessava a varanda e misturava-se ao aroma adocicado das flores silvestres. Bruna se remexia inquieta entre os lençóis de algodão, a pele úmida, os lábios entreabertos, os dedos apertando com força a borda do travesseiro.
O sonho era tão vívido, tão intenso, que se confundia com a própria realidade.
Ela se via caminhando pela praia deserta, o sol poente tingindo o céu em