A xícara ainda quente entre as mãos de Bruna parecia ancorá-la àquele momento. O vapor subia lentamente, desenhando curvas frágeis no ar, como se o próprio tempo se derretesse ali, naquela casa suspensa sobre o mar, longe do mundo, longe dos medos que a perseguiam há tanto tempo.
Jae-Hyun a observava em silêncio, com aquele olhar escuro e sereno, como quem respeita o compasso da maré e sabe esperar que a onda certa chegue.
Mas, pela primeira vez, Bruna não queria espera