O cheiro era o primeiro aviso.
Não de podridão, mas de antiguidade.
Terra molhada, raízes vivas e sangue seco. Umidade espessa que grudava na pele como um toque insistente.
Rurik odiava cavernas. Lugares fechados. Escuros. Onde o ar não corria e a fera dentro dele ficava inquieta.
Selena andava à frente, os dedos tocando símbolos esculpidos nas paredes — marcas de outros tempos, outras guerras.
— Já esteve aqui? — ele perguntou.
— Sonhei com esse lugar tantas vezes que sinto como se tivesse nas