A caverna amanheceu fria.
O fogo havia apagado. E o mundo voltava a pressionar as costelas.
Selena acordou com a garganta seca, os músculos rígidos da fuga e da tensão da noite anterior. Rurik dormia a alguns passos, o corpo encostado na pedra, mas ainda em alerta — mesmo no sono, a mandíbula cerrada, as garras meio expostas.
Ela o observou. O peito subia e descia devagar, o suor formando um brilho úmido na pele do pescoço.
Ele parecia menos fera, mais homem.
E isso era um problema.
Ela se leva