a marca da queda

O templo era luz e caos.

As runas traçadas por Selena pairavam no ar como serpentes incandescentes, zumbindo com um som que não era som — uma frequência antiga demais para ouvidos humanos. Mael’ith, pela primeira vez, hesitou. Não por medo. Mas por reconhecimento.

— Você se lembra mesmo… — ele disse, baixo, quase com reverência. — A linguagem da ruína.

Selena sangrava da palma e da boca, mas mantinha o braço erguido, desenhando no ar o símbolo final. Seus olhos estavam vazios, brilhando branco.
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