A noite chegou com um silêncio incomum. Um daqueles silêncios que antecedem a destruição. O luar brilhou com intensidade no céu, pintando de prata os rostos endurecidos dos guerreiros que estavam prontos para lutar. Aurora, de pé diante de sua alcatéia, era a imagem da força. Seus olhos ardiam como brasas, o corpo coberto por vestes cerimoniais tingidas com sangue de lobo — símbolo do renascimento.
— Hoje... — ela começou, a voz firme. — Hoje nós tomamos o que é nosso. Pela Lua. Pela honra. Pel