ISADORA ALENCAR
Duda me olhava como se já soubesse. Como se não houvesse dúvidas. O olhar dela era um espelho do meu maior medo.
— Isa… você tá pálida, enjoando todo dia, com tontura. Vai continuar ignorando? — Ela cruzou os braços, apertando os lábios, como uma mãe cansada de avisar.
— Deve ser só estresse, Duda. É muita coisa acontecendo… a inauguração do novo restaurante, os atrasos no aluguel da minha mãe, o casamento… — minha voz vacilava, e mesmo eu sabia que era desculpa.
Ela me encarou