O Chamado da Rainha Vermelha
Acordei com o som do meu próprio coração batendo.
Forte.
Errado.
Como se não batesse só por mim.
Me sentei na cama devagar. Os lençóis eram de linho escarlate, finos como névoa. O teto, alto, esculpido em arabescos dourados. O ar tinha cheiro de rosas… e sangue.
Mas não era a mansão.
Nem a floresta.
Era outro lugar.
— Onde estou? — murmurei, mas minha voz parecia distante, como se saísse de outra boca.
Selyra não respondeu.
Ela estava quieta.
Atenta.
Em silêncio pro