O Círculo das Verdades
A noite parecia respirar junto comigo. O vento que atravessava a floresta carregava um murmúrio estranho, quase como um sussurro antigo, uma memória viva que se arrastava entre as árvores. A lua estava cheia demais, brilhante demais, como se me observasse. Como se esperasse por algo — por mim.
Meus passos deixavam marcas suaves na terra úmida enquanto eu avançava pela trilha estreita, guiada apenas pelo instinto pulsante que vibrava dentro do meu peito. O nome do meu lobo — Lyra — ainda ecoava dentro de mim. Ela estava inquieta, rondando em círculos como se pressentisse uma revelação. Ou um perigo.
— Anda, Alice…
A voz dela sussurrava dentro da minha mente.
— Você sabe que precisa ver com seus próprios olhos.
E eu sabia.
O ar estava mais denso quando atravessei o arco natural de ramos retorcidos que marcava a entrada do antigo círculo. Não era apenas uma clareira — era um espaço sagrado. A luz branca da lua caía bem no centro, iluminando as pedras antigas gravad