ENTRE DUAS ALMAS, DOIS DESTINOS
O vento da noite atravessava as ĂĄrvores altas da floresta como dedos antigos, roçando pelas folhas com um sussurro que parecia vir de outra Ă©poca. A lua cheia, pesada e branca como leite derramado, iluminava o caminho que se abria diante de mim. Havia algo diferente no ar â uma vibração que me tocava sob a pele, acordando minha loba de um jeito que eu nĂŁo sentia desde os primeiros tempos da minha ligação com Marco.
Lyra, minha loba, estava inquieta. NĂŁo falava â