Olhos na EscuridĂŁo
O silĂȘncio havia mudado.
NĂŁo era mais apenas ausĂȘncia de som, mas uma presença disfarçada nele.
Um silĂȘncio que respirava por entre as folhas e as pedras antigas, como se olhos invisĂveis observassem cada movimento nosso.
Rafael estava em alerta. O corpo meio abaixado, os mĂșsculos tensionados sob a pele, os olhos de Zahor vibrando num verde sobrenatural.
Selyra se erguia dentro de mim como se tivesse farejado o mesmo perigo.
â NĂŁo se mexa â ele disse, a voz mais baixa e firme