O vento cortava minha pele como lâminas afiadas, geladas, afiadas o suficiente para penetrar não apenas o corpo, mas a mente. A lua cheia pendia no céu, enorme, quase palpável, como se observasse cada movimento, cada pensamento meu. Desde que despertei minha verdadeira natureza, algo dentro de mim nunca mais foi o mesmo. Naya — minha loba, minha essência, meu instinto — vibrava em cada batida do meu coração, inquieta, impaciente. Havia um pressentimento, profundo e silencioso, que eu ainda não