O táxi parou diante do prédio de vidro no coração da Avenida Paulista.
Luiza observou o reflexo no espelho do carro: cabelos arrumados, expressão controlada, o batom impecável — o tipo de armadura que ela aprendeu a vestir quando o coração ameaçava trair.
Inspirou fundo e saiu.
O ar de São Paulo a golpeou com lembranças: o cheiro de chuva no asfalto, o barulho dos carros, a pressa.
Tudo parecia igual.
Tudo, exceto ela.
No crachá preso à bolsa lia-se: Lua.
O nome que escolhera para se esconder.