A manhã começou como todas as outras: o som distante dos bondes, o cheiro de café e o peso invisível da saudade.
Mas havia algo diferente no ar — uma quietude estranha, como se Lisboa inteira respirasse devagar.
Eu acordei com o coração apertado, sem saber o porquê. Às vezes o corpo pressente o que o coração ainda não entende.
Desci para a cozinha e encontrei a mãe terminando o café. O rosto dela estava corado, mais animado desde que voltara ao trabalho no hospital.
— Dormiu bem? — perguntou, s