Lisboa amanhece com um tipo de calma que quase parece mentira.
As ruas ainda molhadas da chuva da madrugada refletem os primeiros raios de sol, e o som distante dos elétricos se mistura ao cheiro de café fresco que escapa das janelas antigas. Luiza abre as cortinas do quarto e observa o dia nascer — o mesmo ritual de todas as manhãs, o mesmo gesto que ela repete como quem tenta provar que está bem.
Noah ainda dorme. O corpo dele está parcialmente coberto, um braço jogado sobre o travesseiro del