— Quero vir pra cá?
completei, direto, como quem testa uma hipótese.
— Quer vim pra cá?
Ele repetiu irônico.
— Você não pode estar falando sério...
ele soltou, quase rindo, nervoso.
— Isso não faz sentido nenhum.
Virei o rosto devagar pra ele.
Os olhos dele buscavam lógica.
— Eu estou.
respondi.
O silêncio ficou mais denso.
— Mesmo?
— Pode ser por um tempo.
falei.
— Eu não vou ficar aqui pelos três anos, talvez... Bem menos que isso.
Ele franziu o cenho.
— E por que eu aceitaria isso?
e