— Porque você se importa?
Ele franziu o cenho olhando pra frente, o carro foi reduzindo até parar na entrada.
Desci do carro sem esperar nenhuma resposta dele.
Assim que entrei, fui cercada.
— Meu Deus, filha! O que você pensa que está fazendo.
minha mãe veio primeiro, os olhos marejados.
— Você não pode sair assim.
— A gente ficou preocupado.
meu pai completou.
— Isso não é brincadeira.
— Eu tô bem.
falei, firme.
— Não fiz nada de mais.
Cristian estava encostado perto da escada. Os olhos atentos foram pro meu pulso.
— Onde está seu relógio?
ele perguntou.
Meu estômago afundou.
— No meu quarto, não preciso usar ele toda hora Cristian.
respondi, automática.
Senti Gabriel se mover ao meu lado.
— Relógio?
ele perguntou, olhando diretamente pra mim.
Não não, eles não podem contar isso.
— É... Um relógio, desses de horas, só isso.
Ele ainda estava bem desconfiado, isso era péssimo. Mas voltou a olhar pro Cris.
— É parente dela? Veio pro casamento? Não lembro de te conhecer ante