NARRAÇÃO DE PETRINA
Caminhei pelo estacionamento do hospital como se cada passo abrisse uma ferida antiga.
Minha mente ardia. As palavras de Matias martelavam dentro do crânio: “sua própria mãe.”
Respirei fundo. Precisava conter as mãos, o rosto, o ódio que se espalhava pelo meu corpo como veneno.
A mesma mulher que um dia embalei com amor no peito. A quem defendi quando todos apontavam suas falhas — mesmo ciente de cada uma delas.
Minha mãe. A mulher que atirou para matar o homem que me ensino