Narrado por Henrique
Ainda pensando em Anita em sua doçura e no gosto dos seus beijos, adormeci com o nome de Anita preso na boca. Esse nome queima, incendeia minha mente e bombeia o sangue do meu coração para todo o corpo — inclusive para lugares inapropriados, que reagem sem pudor ao lembrar do toque acetinado da pele dela.
Algumas horas depois acordei sobressaltado, ouvindo passos, e um som seco, a minha mão foi firme para a minha arma e segurando firme segui o som. O ar estava pesado, cheio de silêncio e tensão. À frente, sombras se movem rápidas, cortadas no escuro. Ouço estampidos, mas não são tiros comuns — a impressão é diferente, estranha, como um ruído abafado preso na garganta, uma vibração que sacode o meu peito e não deixa ir embora.
Corri freneticamente, tentando alcançar algo que nunca alcançava. Em todo canto a fumaça engole o pouco que enxergo, enquanto o coração batia forte e o suor escorria pelo rosto. Olhava em todas as direções não sei onde exatamente estou, só