Narrado por Henrique
— Mamãe, eu...
A voz doce e infantil da pequena Chun-hee cortou o ar carregado da cozinha como um raio de sol. Ela parou na entrada, seus olhinhos curiosos indo de mim para Anita, que parecia ter virado uma estátua de puro pânico e vergonha. Eu, instintivamente, afastei-me alguns centímetros, criando uma distância respeitosa, mas o calor dos lábios de Anita ainda estava impresso nos meus.
A garotinha me encarou, uma análise silenciosa e profunda que era assustadoramente mad