Narrado por Henrique
O barulho insistente veio do meu celular. Abri os olhos e, por um segundo de desorientação completa, ainda senti o gosto dela na minha boca, o calor do seu corpo contra o meu. Mas a realidade era a fria luz da manhã entrando pelo quarto, e não Anita em meus braços. Era tudo um sonho. Um sonho intenso, vívido e… frustrante.
Sentei-me na cama com um resmungo, e meu olhar foi inevitavelmente atraído para o volume evidente sob o lençol, estava duro feito pedra. Suspirei, passando as duas mãos pelo rosto em um gesto de pura frustração.
— Ter essa mulher debaixo do meu teto vai ser um grande problema — pensei, a voz interior carregada de um conflito que não sentia há anos. — Vai ser um teste psicológico duas vezes maior que todos os testes que tive durante os três anos que servi no exército.
Mas, ao olhar novamente para a prova física do meu desejo, um sorriso involuntário e deliciado cruzou meus lábios. Mordi-o com malícia, reconhecendo a verdade: não queria me livrar