Narrado por Henrique
Eu ainda estava na cozinha, dando os últimos retoques na arrumação. Um sorriso teimou em meus lábios ao me lembrar dos olhos dela, um misto de surpresa e divertimento quando a levei até a sala e demonstrei um pouco de cuidado. Havia uma candura nela, uma doçura que despertava em mim um instinto protetor que nem sabia que possuía.
— Sente-se, por favor? — Eu disse, e ela, com um "obrigada" sussurrado, afundou-se no sofá. — Deseja assistir televisão? O sofá está confortável?