33. Lobo negro.
Hoop
Ficamos nos encarando por longos segundos.
A respiração dele está ofegante, o corpo tremendo, como se estivesse lutando contra si mesmo. Há dor em seu olhar. Uma dor que me dilacera por dentro sem explicação.
Dou um passo hesitante.
Depois outro.
— Você está… ferido? — pergunto em um fio de voz, sentindo as lágrimas se misturarem à chuva.
Ele dá um último rosnado fraco e… desaba diante de mim, caindo com um baque surdo sobre a terra molhada.
Corro até ele, ajoelhando-me mesmo com as pernas