A notícia já morava no corpo de Isabella havia meses, mas dizer em voz alta ainda parecia um gesto solene — como plantar algo sabendo que todos vão passar a cuidar junto.
Ela escolheu a manhã seguinte com cuidado. O sol estava firme, sem pressa, e a fazenda seguia num daqueles dias em que tudo parecia cooperar. O cheiro de café espalhava-se pela casa quando Dona Lourdes chegou, trazendo um pano de prato no braço e a costumeira expressão de quem já percebia as coisas antes de serem ditas.
— Bom