O dia seguinte amanheceu sem pressa, como se a fazenda tivesse aprendido a respeitar os próprios limites. A água do reservatório novo corria discreta, quase tímida, mas suficiente para acalmar a terra. Isabella observava aquilo da varanda, com a caneca de café esfriando nas mãos, sentindo um cansaço diferente — não físico, exatamente. Era como se o corpo pedisse atenção num tom baixo demais para ser urgência. Rafael percebeu antes mesmo que ela dissesse qualquer coisa.
— Você tá quieta demais... — comentou, encostando no batente da porta — Quietude boa… mas diferente.
Isabella sorriu de leve.
— Deve ser só o acúmulo. — respondeu, sorrindo — A viagem, a seca, a carta do vô… parece que tudo resolveu pesar de uma vez.
Ele assentiu, sem insistir. Aprendera que Isabella precisava primeiro organizar por dentro antes de dar nome às coisas.
O trabalho seguiu. Conferiram o gado, ajustaram o uso da água, conversaram com Tonico sobre a nova divisão de tarefas. Isabella fazia tudo com atenção, ma