A manhã nasceu dourada, com o sol filtrando entre as árvores e iluminando o campo úmido.
Parecia um daqueles dias em que o mundo resolvia se vestir de paz. Mas Isabella, mesmo entre o brilho e o canto dos pássaros, sentia o coração pesado — como se pressentisse que o sossego era apenas o silêncio antes da mudança.
Seu Anselmo, sentado na varanda, observava o movimento dela no terreiro.
— Tá inquieta, menina. — comentou, com aquele tom que misturava sabedoria e carinho.
— É o vento. — respon