Dez anos depois, a fazenda continuava de pé como uma promessa cumprida. Não era exatamente igual — nenhuma coisa viva permanece igual depois de tanto tempo —, mas guardava o mesmo cheiro de terra molhada depois da chuva, o mesmo som do vento passando pelo milharal, a mesma árvore antiga onde um dia um chapéu de palha balançou como despedida e bênção.
Clara corria pelo terreiro com as botas sujas de barro e o cabelo preso de qualquer jeito, já alta demais para o colo que um dia fora, mas ainda p