Rafael chegou no fim da tarde, quando o céu começava a perder o azul mais forte e a fazenda se preparava para a noite. O carro ainda nem tinha parado direito e Clara já corria pelo terreiro, os braços abertos, o riso solto como quem reconhece o som antes da presença.
— Papai! — gritou, tropeçando no próprio entusiasmo.
Rafael saiu do carro a tempo de pegá-la no colo, girando com ela no ar, rindo alto, como se o mundo inteiro coubesse naquele abraço.
— Minha pequena… — disse, enterrando o rosto no cabelo da filha — O papai voltou.
Isabella observava da varanda, com o coração cheio daquele tipo de alegria que não faz barulho, mas sustenta. Aproximou-se devagar, esperando o momento em que o abraço deles se abrisse para caber mais alguém. Quando Rafael a viu, sorriu daquele jeito que nunca perdera — como se, apesar de tudo, ainda fosse sempre a primeira vez.
— Trouxe saudade demais. — ele disse, puxando-a para perto.
— Aqui a gente dá conta. — ela respondeu — Mas fica melhor quando você v