Rafael chegou no fim da tarde, quando o céu começava a perder o azul mais forte e a fazenda se preparava para a noite. O carro ainda nem tinha parado direito e Clara já corria pelo terreiro, os braços abertos, o riso solto como quem reconhece o som antes da presença.
— Papai! — gritou, tropeçando no próprio entusiasmo.
Rafael saiu do carro a tempo de pegá-la no colo, girando com ela no ar, rindo alto, como se o mundo inteiro coubesse naquele abraço.
— Minha pequena… — disse, enterrando o rosto