A noite caiu devagar sobre a fazenda, como sempre fazia ali. Não havia pressa no escuro, nem urgência no silêncio. Os grilos começaram o canto enquanto Clara, já de pijama, corria pela sala grande com passos miúdos, perseguindo sombras que dançavam na parede.
— Devagar, passarinha. — Isabella avisou, sorrindo.
Rafael observava a cena encostado no batente da porta, os braços cruzados, o coração cheio de uma saudade estranha — aquela que nasce mesmo quando se está presente. Havia passado dias dem