A estrada de terra surgiu como um suspiro conhecido quando Isabella diminuiu a velocidade do carro. Clara, no banco de trás, reconheceu antes mesmo de ver a porteira.
— É aqui, mamãe! — disse, animada, batendo palminhas.
Isabella sorriu, sentindo o peito se abrir. A fazenda sempre fazia isso com ela. Não importava quanto tempo passasse, quantas cidades atravessassem — aquele chão ainda a chamava pelo nome.
Tonico estava perto do curral quando ouviu o barulho do carro. Tirou o chapéu, abriu um sorriso largo e caminhou até elas com passos firmes, como quem recebe algo precioso.
— Olha quem voltou pra casa… — disse, abaixando-se para pegar Clara no colo.
— Padinho! — Clara respondeu, enrolando a palavra, mas acertando o sentimento.
Dona Lourdes apareceu logo atrás, enxugando as mãos no avental, os olhos marejados antes mesmo do abraço.
— Vocês chegaram com o dia mais bonito. — disse, beijando a testa de Isabella — A fazenda sente.
Isabella respirou fundo assim que desceu do carro. O chei