A volta para casa não foi marcada por grandes acontecimentos, mas por pequenos detalhes que, juntos, mudavam tudo. O carro avançava devagar pela estrada de terra, levantando poeira dourada sob o sol da manhã. Isabella seguia no banco de trás, com Clara aninhada no colo, observando a paisagem como se a visse pela primeira vez.
A fazenda surgiu no horizonte com a mesma simplicidade de sempre — a casa branca, o curral, o pomar, a árvore antiga onde um dia o chapéu de Seu Anselmo balançara ao vento. Mas, ainda assim, nada era igual. A terra parecia reconhecê-los, como se soubesse que agora havia uma nova vida chegando para ser acolhida. Rafael estacionou perto da varanda e desceu primeiro, respirando fundo.
— Chegamos. — disse, com a voz carregada de algo entre orgulho e reverência.
Isabella desceu com cuidado, sentindo o chão firme sob os pés. Ao atravessar a porta, foi tomada por um silêncio diferente — não vazio, mas carregado de expectativas. A casa parecia conter a respiração, pronta