A madrugada foi feita de despertares leves, passos contidos e sussurros quase inaudíveis. Clara acordava em intervalos curtos, como se ainda estivesse aprendendo a confiar no tempo fora do ventre. Isabella levantava-se devagar, o corpo ainda sensível, mas o coração atento. Rafael a acompanhava em silêncio, oferecendo água, ajeitando a manta, aprendendo cada gesto como quem decora uma canção nova.
Quando o dia finalmente clareou, não houve o canto habitual do galo. Ou talvez houvesse, mas tudo p