“Homens como ele não amam. Decidem.”
A porta se fechou atrás de Alessandro com aquele clique seco que sempre precedia assuntos que ninguém queria nomear. Lá fora, o escritório seguia com o ruído abafado de teclas, passos rápidos e telefonemas que se encaixavam no ritmo da empresa, mas ali dentro, o som cessava. O escritório presidencial não era apenas uma sala, era um campo de batalha onde nada era sentimental e tudo era estratégia.
Alessandro segurava a pasta de couro com a ponta dos dedos, e caminhou até a mesa com o tipo de lentidão calculada que irritava homens impacientes. Damian desviou os olhos dos relatórios por dois segundos, apenas o suficiente para medir o cunhado, não como família, mas como alguém que traz problemas embalados em papel timbrado.
— Quer começar pelo corporativo ou pelo pessoal? — Alessandro perguntou, deixando a pergunta no meio-fio entre a provocação e a formalidade.
Damian entrelaçou os dedos sobre a mesa. Não era um gesto defensivo, era um lembrete de com